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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Retículas de Impressão


Será ilusão de ótica? Sim, construir imagens coloridas utilizando quatro tintas distribuídas em quantidades diferentes por meio de pontos parece incrível!


Como sabemos, é dessa forma que conseguimos trazer para os materiais impressos as fotos que tanto fascinam os consumidores das peças gráficas. Podemos reticular também as cores especiais, como as produzidas por meio da escala Pantone, aumentando assim a quantidade de cores resultantes. Mais do que reproduzir cores, as retículas são responsáveis por características importantes no resultado final do impresso.
Analisando as imagens impressas podemos notar que, quanto maior o número de pontos, maior é o detalhamento da foto.
O aumento na quantidade de pontos de uma determinada reprodução esbarra nos limites técnicos dos sistemas de impressão. Em todos existem tamanhos mínimos de geração do ponto na matriz. Se essa referência não for respeitada, a imagem terá um resultado inverso ao esperado, ou seja, os detalhes irão desaparecer, ao invés de tornarem a imagem mais nítida. Da mesma maneira, o atrito gerado no momento da impressão deve ser considerado. Alguns pontos, de tão pequenos, acabam desaparecendo.
Outro fator muito importante é o substrato que receberá a tinta durante o processo, quanto mais poroso, mais absorvente será. Portanto, se o ponto de retícula for muito pequeno, acabará aumentando de tamanho, juntando-se aos pontos adjacentes. O resultado final será um grande borrão.
Na grande maioria dos materiais impressos, a retícula convencional, conhecida também como linear ou ainda AM (Amplitude Modulada), possui os pontos de tamanhos diferentes, os quais estão dispostos em linhas. É possível controlar a quantidade dos pontos determinando a lineatura, medida em lpi (linhas por polegadas) ou lpc (linhas por centímetro), além de escolher o posicionamento desses pontos, determinando a angulação em que estão dispostos, sendo o padrão amarelo 90°, magenta 75°, preto 45° e cyan 15°. 
Essas angulações podem ser alteradas para obter diferentes resultados, além de depender do sistema de impressão em que o material está sendo reproduzido.


O que acontece é que, mesmo com os controles mencionados anteriormente, temos uma formação linear na mudança dos tons, pela própria disposição dos pontos. Não é raro enxergar “degraus” ou mudanças bruscas de tons em gradientes. Para resolver problemas desse tipo, algumas formas diferentes de reticulagem foram introduzidas na reprodução das imagens.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Impressão Offset


Uma das formas mais utilizadas para impressão é o sistema offset. Utilizado para impressões de grande e média tiragem, o offset oferece uma ótima qualidade e é feito em alta velocidade. Pode imprimir em praticamente todos os tipos de papéis além de alguns tipos de plástico (especialmente o poliestireno).

Como o offset funciona?
O offset faz uma impressão indireta: a imagem não é impressa direta no material. Usando o papel como exemplo, isto acontece pois a superfície da chapa onde está a imagem é lisa e teria pouca fricção com o material. O que iria deixar tudo borrado.

Processo de Impressão Offset
Primeiro: pega-se uma chapa metálica que é preparada para se tornar foto-sensível. A área que é protegida da luz acaba atraindo gordura – neste caso, a tinta – enquanto o restante atrai apenas água – que não chega no papel.
Segundo: a chapa é presa em um cilindro. Esse cilindro vai rolar por um outro menor que contem a tinta – CMYK, ou seja, “Cyan“, “Magenta“, “Yellow” e “Key” (Ciano, Magenta, Amarelo ou Preto). A tinta vai “colar” na imagem, enquanto o restante fica em “branco”.
Terceiro: um cilindro com uma blanqueta de borracha rola em cima do primeiro cilindro (com a chapa já pintada). A blanqueta vai absorver melhor a tinta além de proporcionar uma melhor fricção ao papel. Agora, a imagem está impressa na blanqueta.
Quarto: o papel passa entre o cilindro com a blanqueta e um outro cilindro que vai fazer pressão. Assim a imagem é transferida da blanqueta para o papel.

Como a chapa é produzida?
As chapas podem ser produzidas por fotogravura com a utilização de fotolitos ou por gravação digital. Na produção por fotogravura, a chapa de alumínio virgem é colocado na gravadora, ou prensa de contato sob o fotolito. O fotolito é como se fosse uma transparência positiva de uma das quatro cores (CMYK).
O fotolito, aderido a chapa por vácuo, é exposto a luz por algum tempo. A luz possibilita que as imagens do fotolito sejam impressas na chapa – essa etapa chama-se gravação ou sensibilização. Nesta etapa, a luz “amolece” a emulsão na chapa. Tudo que foi exposto a luz, irá passar a atrair a umidade, enquanto a área que não foi exposta “endurece” e passa a atrair a tinta. Em seguida, a chapa é lavada com químicos específicos que irão reagir com as áreas expostas à luz tanto quanto com as áreas não expostas, etapa que leva o nome de revelação.
Algumas impressões em Offset:



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